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Freixo rebate Guedes e pede investigação de offshore “imoral e ilegal”

Marcelo Freixo

Deputado disse que empresa do ministro em paraíso fiscal fere os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) rebateu o governo federal e disse nesta quinta-feira (7) à Rádio Bandeirantes que a offshore mantida pelo ministro Paulo Guedes nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, é “imoral e ilegal”. Segundo ele, mesmo que a empresa seja declarada, ela fere os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade, motivo pelo qual deve ser investigada pelo Congresso e pela Justiça.

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“Essa situação do Paulo Guedes é muito grave. Quando a pessoa abre uma offshore ou ela não confia no ministro da Economia e acha que não vale a pena investir aqui ou ela não quer pagar tributos. Não é ilegal desde que seja declarada? Mas ele é ministro! Ele já tinha a empresa antes? Sim, mas continuou tendo depois de assumir, não fechou, não tirou. Esse conflito de interesses é grave”, declarou.

Para Freixo, é como se o dono da Prevent Senior, empresa investigada na CPI da Covid no Senado Federal por supostas irregularidades, fosse ministro da Saúde durante a pandemia.

“Poderia? Não! É algo muito parecido. O Paulo Guedes tem uma empresa offshore com a qual ganhou R$ 14 milhões no período em que é ministro com a alta do dólar, sendo que ele pode provocar essa alta. Ele pode tomar medidas de caráter público que o beneficiam de forma privada. Isso fere os princípios da moralidade e da impessoalidade. Qualquer pessoa em cargo público tem que responder esses princípios”, completou.

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Nesta quarta (6), a Câmara dos Deputados aprovou, por 310 contra 142 votos, um requerimento de convocação para que o ministro seja questionado sobre a offshore no plenário. A data do depoimento ainda será definida. Além disso, Freixo e outros líderes da oposição pretendem acionar o Ministério Público Federal (MPF) para que investigue o caso.

“Ele vai ter que se explicar. É só uma empresa? Mais de uma? Realmente está declarada? Quanto ele ganhou antes e depois do cargo de ministro? As medidas que ele tomou no cargo o beneficiaram na rede privada? Sabemos que sim, claro. Ele propôs na reforma tributária que não se taxasse paraísos fiscais! Ninguém pode legislar em causa própria, nem ser ministro em causa própria (…). Isso não é só imoral, é ilegal. Mas o presidente Jair Bolsonaro é um ‘serial killer’ da Constituição, ele mata a Constituição todos os dias. Para eles, tudo pode.”

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