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Pfizer pretende produzir 100 milhões de doses de vacina contra covid-19 em 2020

Vacina da Pfizer contra a covid-19

Feita mundialmente em parceria com a BioNTech, vacina da Pfizer está hoje na fase 3 de estudos clínicos

A diretora médica da Pfizer Brasil, Márjorie Dulcine, disse hoje em entrevista na Rádio Bandeirantes que a farmacêutica espera produzir 100 milhões de doses para o mundo de sua vacina contra a covid-19 ainda neste ano. Feita pela multinacional norte-americana em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech, ela está atualmente na fase 3 de estudos clínicos.

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“A vacina da Pfizer está na fase 3 de desenvolvimento. Temos a participação do Brasil no estudo. Já incluímos mais de 1.700 voluntários aqui. O objetivo é que, com essa inclusão rápida no mundo todo (são cerca de 30 mil participantes no total), a gente consiga antes do final do ano, entre outubro e novembro, ter os primeiros dados para apresentar às entidades regulatórias mundiais, como FDA, EMA e Anvisa, para que analisem e verifiquem se eles são suficientes para a aprovação da vacina para uso.”

“No caso da Pfizer e da BioNTech, temos cinco fábricas sendo preparadas para começar a produção. Algumas já começaram. Nosso objetivo é, a partir do momento que tenhamos a aprovação regulatória, seja para uso emergencial ou para algum uso específico, até o final do ano, que a gente consiga produzir 100 milhões de doses em 2020 e 1,3 bilhão de doses em 2021.”

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A partir daí, segundo Márjorie, a aplicação em massa vai depender da determinação das entidades regulatórias e também dos governos. A Pfizer e a BioNTech esperam uma resposta, inclusive, sobre o interesse do Brasil na vacina, já que não haverá transferência de tecnologia para cá.

“As empresas fazem estudo clínico, buscam os dados e apresentam, e a decisão seguinte é das autoridades regulatórias. No Brasil, a decisão é da Anvisa. Ela vai receber os dados que vamos apresentar entre outubro e novembro. Esse é nosso objetivo e vamos conseguir. Então, a autoridade regulatória, recebendo os dados, vai decidir como, quando e para quem. Vai decidir se os dados são suficientes para aplicação em massa ou não.”

Ainda de acordo com ela, todo o processo de estudo, desenvolvimento e produção será feito sem pular etapas – compromisso público que foi firmado pela Pfizer e por outras oito farmacêuticas no mundo todo.

“É importante chamarmos atenção aqui para um compromisso que 9 farmacêuticas (incluindo Pfizer, Johnson & Johnson e Moderna) assinaram destacando a importância de seguir a ciência e a coleta de dados nas vacinas, fora do âmbito político. Esse compromisso diz que todas essas empresas estão comprometidas com a segurança e a eficácia das vacinas sem pular etapas.”

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