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Cláudio Castro: discurso de Bolsonaro na ONU reafirma “protagonismo do RJ”

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro

Governador fez referência ao trecho em que o presidente abordou a concessão da CEDAE, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos

O governador Cláudio Castro (PL) disse nesta segunda-feira (27) à Rádio Bandeirantes que o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU, ao abordar o processo de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), mostrou que o Rio de Janeiro “voltou a ter protagonismo fora das páginas policiais”.

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No discurso feito no último dia 21, Bolsonaro declarou que “o Brasil possui o maior programa de parceria de investimentos com a iniciativa privada de sua história”, destacando que “grande avanço vem acontecendo na área do saneamento básico”: “O maior leilão da história no setor foi realizado em abril, com concessão ao setor privado dos serviços de distribuição de água e esgoto no Rio de Janeiro“.

“O presidente colocou a questão da CEDAE como uma das principais ações. Isso prova que o Rio de Janeiro volta a ter um protagonismo que até outro dia era só nas página policiais. Nós fizemos a maior concessão da história do país. Se financeiramente foi a segunda – por causa das telecomunicações, que teve valor de outorga maior -, na importância e na multidisciplinariedade é a principal. Fala com meio-ambiente, empregabilidade, universalização de água e esgoto”, disse Cláudio Castro.

“Ficamos contentes em perceber que o estado vota a ter um protagonismo a ponto de ser talvez o ponto alto do discurso de seu chefe maior na Assembleia da ONU. Isso é positivo para o Rio. O carioca é vaidoso, tem a questão do ‘moro onde você tira férias’, uma brincadeira saudável com São Paulo. ‘Você tem mais dinheiro, mas sou mais feliz’. Isso é positivo”, completou.

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Cláudio Castro assumiu o governo em maio deste ano, após a confirmação do impeachment do então governador Wilson Witzel, baseado na suspeita de desvios em contratos públicos durante a pandemia da covid-19. De acordo com ele, seu maior legado no cargo até o momento foi a “pacificação”.

“Se você perguntar meu maior legado, vou dizer a pacificação política. O Rio de Janeiro está em paz, dialogamos com todas as correntes. Fizemos um governo de coalização (…). Dialogo com o governo federal da mesma forma que dialogo com os prefeitos. Todos caminhamos juntos. Esperamos que o governo federal faça esse processo também, só assim cresceremos interna e externamente.”

Ao comentar as eleições de 2022, o governador confirmou que pretende concorrer e afirmou que, no pleito presidencial, Bolsonaro deve vencer um eventual segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Se eu tiver feito um bom trabalho até lá, vou sim [disputar a reeleição]. Isso é muito claro. Se o trabalho continuar bem avaliado eu serei. Se for mal avaliado, não adianta dar murro em ponto de faca (…). Na presidência, acho que vai ficar entre Lula e Bolsonaro e, no fim das contas, dá Bolsonaro. Temos que esperar o ano que vem, mas hoje é isso.”

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