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“Enorme responsabilidade”, diz Eduardo Leite sobre apoio de Jereissati nas prévias do PSDB

Eduardo Leite

Governador do Rio Grande do Sul confirmou que deve receber apoio do senador para se lançar pré-candidato à presidência em 2022

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse nesta terça-feira (28) à Rádio Bandeirantes que o eventual apoio do senador Tasso Jereissati a sua candidatura nas prévias do PSDB seria “motivo de orgulho e responsabilidade”.

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O partido deve anunciar hoje, em Brasília, que Tasso desistiu de se colocar como candidato da sigla à presidência nas eleições de 2022 para apoiar Leite contra o governador de São Paulo, João Doria. Por ter sido três vezes governador do Ceará, o apoio é visto como uma boa oportunidade para o gaúcho ganhar popularidade na região nordeste.

“O senador Tasso tem mais que o meu respeito e minha admiração. É um belo exemplo de homem público dedicado à causa de melhorar vida da população. Ele fez uma mudança de paradigma no Ceará. Teve três mandatos. Hoje, o Ceará segue a linha do que ele colocou como diretriz. Isso levantou a barra de todo o nordeste, puxou outros estados sendo um bom exemplo de gestão pública. Além disso, tem tido mandatos sempre muito elogiados no Senado. Foi relator do marco regulatório do saneamento, por exemplo. Não só tem posicionamentos, mas ações concretas que merecem nosso respeito”, disse Leite.

“Vou conversar com ele hoje à tarde e possivelmente faremos uma coletiva de imprensa onde pretendemos apresentar o que temos de convergência para o processo de prévias. Não posso adiantar muito porque a conversa não aconteceu, mas adianto que minha disposição é de entendimento, sim (…). Me lanço não porque acredito apenas na minha capacidade individual de poder liderar um processo de mudança, mas porque sei que terei capacidade de juntar outras pessoas que também têm capacidade. Ter Tasso eventualmente me dá orgulho e ao mesmo tempo uma enorme responsabilidade”, completou.

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Ao comentar a disputa interna contra Doria, Leite evitou polemizar, mas ressaltou que ambos possuem diferenças claras de “estilos e posicionamentos”. O gaúcho lembrou, por exemplo, as eleições de 2018, quando ambos declararam voto em Jair Bolsonaro no segundo turno contra Fernando Haddad, mas apenas Doria participou da campanha do então candidato.

“Todos temos vaidades. Isso é próprio do ser humano. Mas não pode ser só sobre isso a política. Políticos lidam com imagens, isso acontece, faz parte, mas não estamos na política pelo que ela pode fazer para a gente. Estamos pelo que podemos fazer por ela (…). Em 2018, declarei voto em Bolsonaro como cidadão, mas fiz questão de marcar nossas diferenças. Não fiz campanha, não juntei meu nome, não defendi. Declarei, como eleitor, em quem eu votaria, manifestando meu desconforto.”

“No momento, temos teses diferentes de como o partido deve se comportar em 2022. Ele falou que o ‘antipetismo será norteador’. Eu não acho. Não acho que será o antipetismo nem o antibolsonarismo. Temos que ganhar por nossas qualidades, não pelos defeitos dos adversários (…). Temos diferenças de estilos, posicionamentos. É isso que o PSDB terá que escolher.”

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