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FAB envia 6 mil m³ de oxigênio a Manaus; prefeito diz que necessidade diária é de 75 mil m³

Prefeito de Manaus, David Almeida

“Estamos passando um drama. É um dia de cada vez”, lamentou o prefeito de Manaus, David Almeida

Um avião da Força Aérea Brasileira chegou a Manaus na madrugada desta sexta-feira (15) levando 6 mil metros cúbicos de oxigênio para serem distribuídos nos hospitais diante da falta do insumo. De acordo com o prefeito da capital do Amazonas, David Almeida (Avante), a capacidade de produção local é de 30 mil metros cúbicos, e a necessidade diária (somando as redes municipal, estadual, federal e privada) é de 70 a 75 mil metros cúbicos.

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A aeronave saiu de Guarulhos às 20h27 de ontem e chegou ao destino às 2h10. É o segundo avião da FAB que chega a Manaus levando cilindros e, segundo a Força Aérea, “está previsto o engajamento de outros”. Ontem, em transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que, ao todo, serão utilizados seis.

Manaus espera receber ainda novos carregamentos de oxigênio via balsa e carretas.

“Estamos passando um drama. É um dia de cada vez (…). Dependemos da chegada dessa balsa do Rio de Janeiro. Ela está sendo monitorada, mas não conseguimos rastreá-la. Há pouco eu estava conversando com outras empresas que trarão também 300 mil metros cúbicos de oxigênio, mas em carretas. Demoram cerca de 10 dias nesse trajeto, sendo bem otimista (…). Se não chegar ao menos a balsa, este será mais um dia muito difícil”, disse o prefeito.

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David Almeida aproveitou para criticar também o que chamou de “monopólio” da principal empresa responsável pelo fornecimento ao estado, a White Martins.

“É importante falar que existe um monopólio que precisa ser quebrado. A empresa que detém esse monopólio está nos sentenciando. Eu já vinha alertando para isso. Para nós, isso tem sido uma sentença. Nossa necessidade de logística é diferente do Brasil. Para você ter uma ideia, essa empresa consegue produzir entre 25 e 30 mil metros cúbicos diários. As outras duas empresas que trabalham com o mesmo produto, algo em torno de 3 a 5 mil metros cúbicos. Por quê? Porque as regras limitam as concorrentes.”

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