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Flávio Dino diz que ida ao PSB é “possibilidade” e não “decisão”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)

Para definir saída do PCdoB, governador aguarda tramitação de projeto que cria “federações partidárias”

O governador do Maranhão, Flávio Dino, disse nesta segunda-feira (14) à Rádio Bandeirantes que deixar o PCdoB para se filiar ao PSB é uma “possibilidade” e não uma “decisão”. Para cravar a mudança, ele aguarda a tramitação na Câmara dos Deputados do projeto que cria as chamadas federações partidárias.

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Se for aprovado, o projeto permitirá que dois ou mais partidos se unam em uma “federação” que passaria a atuar, na prática, como se fosse uma única sigla. Ele é considerado uma tentativa de salvar partidos com representações menores no Congresso, como Cidadania, PV, Rede, PTB e o próprio PCdoB, já que atuaria como uma maneira de driblar a cláusula que permite acesso ao fundo partidário e ao horário eleitoral gratuito apenas às legendas que atingirem ao menos 2% dos votos válidos para deputado na eleição do próximo ano. O texto já passou no Senado.

“Estou vendo ainda. Tem que definir antes as regras jurídicas da eleição. Na semana passada houve uma votação na Câmara de um projeto que cria as federações partidárias, permitindo a união de partidos. Vamos esperar essa votação para definir. Não há muita agonia porque temos prazo, mas a questão principal é essa: convergir, unir e ver quais são as regras do jogo. [A ida ao PSB] é uma possibilidade, ainda não é uma decisão”, explicou Dino.

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“Neste momento, temos 30 partidos representados no Congresso. Então qualquer ideia de união eu acho positiva. O Brasil não pode conviver com apenas dois partidos, isso foi tentado no regime militar com MDB e Arena e não deu certo. Por outro lado, 30 é demais”, completou o governador.

Na última semana, o deputado federal Marcelo Freixo deixou o PSOL para se filiar ao PSB. A migração foi considerada o primeiro passo de Freixo rumo à disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2022. Já a migração de Dino seria visando uma vaga no Senado Federal, embora seu nome tenha sido levantado também como possível vice de uma eventual chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência.

“Tenho falado com Lula, mas jamais sobre isso. Esse debate é para 2022. Na semana passada mesmo conversamos sobre uma viagem que ele fará ao Maranhão, mas nada nesse sentido. Tenho cuidado dessas emergências da pandemia. E tenho trabalhado mais com a ideia de pré-candidatura ao Senado. Essa é a tendência mais forte.”