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General Santos Cruz confirma que pode ser candidato em 2022

General Santos Cruz

Ex-ministro do governo Bolsonaro disse que já foi convidado por diversos partidos para se filiar e está analisando as propostas

O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, confirmou nesta segunda-feira (5) à Rádio Bandeirantes que pensa em se candidatar a algum cargo político nas eleições de 2022. Ele disse que já foi convidado para se filiar a diversos partidos, mas ainda não aceitou definitivamente nenhuma proposta.

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“Posso ser [candidato]. Já fui convidado por vários partidos. Uma condição legal para você participar ativamente da vida política é se filiar. Fui convidado por vários e devo me filiar a algum para ter condição. Mas cargo eletivo é uma coisa muito partidária, o partido tem interesse que você dispute aqui ou ali. Ou que não dispute, e não tem problema, não sou aficionado por nenhum cargo”, disse.

Em entrevista ao site “O Antagonista” no dia 22 de junho, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) declarou que Santos Cruz se filiaria à sigla, mas não detalhou qual cargo ele estaria visando.

Em relação à disputa presidencial, o general da reserva afirmou que teme a falta de uma terceira via e a concretização da polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós já tivemos o PT por quatro mandatos. Depois veio Bolsonaro e a esperança não se concretizou, a sociedade não se encontrou, não temos liderança. Para o ano que vem, vejo duas situações: a polarização que os interessados estão querendo ou que apareça alguém para termos outra opção. Acho que o PT teve a oportunidade dele, voltar seria anos de retrocesso. Assim como Bolsonaro continuar seria mais 4 anos de destruição de instituições (…). Estou batalhando para não ficarmos no dilema entre precipício e abismo.”

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Após deixar o governo, Santos Cruz se tornou crítico frequente das medidas tomadas pelo presidente Bolsonaro envolvendo as Forças Armadas e também a condução da pandemia do coronavírus por parte do Ministério da Saúde. Segundo o general, o governo “entrou em um populismo barato, um projeto de poder de um pequeno grupo”. Mesmo assim, adota cautela para comentar a possibilidade de abertura de um pedido de impeachment no Congresso Nacional.

“O Brasil em 2018 teve uma eleição com bastante esperança, mas as coisas não se concretizaram. Não conseguimos entrar em um período de paz social, harmonia, educação, respeito. Não conseguimos estabilizar. Pelo contrário, o momento é muito ruim.”

“Agora, uma coisa é a administração da pandemia. Isso foi um desastre, uma falta de noção e de responsabilidade. Outra coisa são as acusações que estão aparecendo por causa da CPI. Isso está sendo investigado. Não se pode antecipar julgamento. E veja a qualidade das pessoas que acusam, lastimável às vezes. Elas aparecem no Senado do nada… Precisa esclarecer bem, tirar os interesses políticos, os espetáculos que vemos nos interrogatórios, limpar o cenário e ver o que sobra de realidade. Se sobrar o que está sendo denunciado, que cada um pague (…). Se houver base legal para desencadear qualquer processo, que desencadeie. Mas tem que ter base, não pode ser só por vontade política.”

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