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Governador da Bahia mantém veto a público nos estádios: “Não gosto de ir no oba-oba”

Rui Costa, governador da Bahia

Clubes da série A do Brasileirão definiram a abertura para o próximo final de semana; Bahia foi único estado a rejeitar a proposta

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse nesta sexta-feira (1º) à Rádio Bandeirantes que, enquanto os índices da covid-19 não apresentarem uma “queda consistente”, não irá autorizar a volta do público aos estádios de futebol apenas para acompanhar a flexibilização que é feita em outros estados.

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O Conselho Técnico de clubes da Série A do Campeonato Brasileiro definiu na última terça (28) a volta do público na 23ª rodada da competição, realizada no próximo fim de semana. Até o momento, a Bahia foi o único estado a rejeitar o retorno.

“Estamos em queda comparando com março, o pior mês da pandemia desde o início, quando chegamos a 22 mil casos positivos e 2 mil pessoas internadas em UTI. De lá para cá, conseguimos entrar em queda, especialmente a partir da vacinação. Vínhamos caindo, chegamos a ter 2 mil contaminados, com internações caindo bastante, mas infelizmente tivemos um repique, na semana passada o patamar subiu 35%”, explicou.

“Portanto seguramos qualquer medida adicional de abertura para segurar a contaminação. Não gosto de ir no ‘oba-oba’. O processo de abertura tem que ser cauteloso para não jogarmos fora tudo que já fizemos. O vírus é perigoso, sofre mutações, fica difícil combatê-lo. Espero que na semana que vem tenhamos números mais baixos. Se baixarem de forma consistente por uma ou duas semanas, voltaremos a liberar estádios”, completou.

No mais recente boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a Bahia registrou 555 novos casos de covid-19 em 24 horas, totalizando 1.233.799, além de 8 óbitos, somando 26.859 vidas perdidas.

Combustíveis e relação com o governo

Rui Costa comentou ainda como anda a relação da Bahia e de outros estados com o governo federal. De acordo com ele, o presidente dificulta o relacionamento ao tentar transferir suas atribuições aos governadores, incluindo os constantes aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.

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“Ele sempre escolheu, ao longo do mandato, os governadores como bode expiatório. Tudo que dá errado no governo ele tenta dizer que a responsabilidade é dos governadores. É inaceitável o que acontece com a Petrobras, um monopólio controlado pelo governo que deixa a população refém, sem gás de cozinha, algo elementar na alimentação.”

“O que a Petrobras fez nos últimos anos é inaceitável para a autonomia nacional. Ela diminuiu a produção nas refinarias brasileiras, concentrou apenas em óleo de águas brutas, e passou a importar os derivados. Isso devia estar vinculado a situações em que o produto está mais barato lá fora. Esse descontrole econômico com a elevação do dólar associado à diminuição da produção causou a explosão nos preços. A economia se descontrolou. O Brasil está à deriva.”

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