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Lira diz que fala sobre “Bolsonaro em pior momento” foi tirada de contexto

Arthur Lira

Presidente da Câmara disse que apenas comentou os resultados da mais recente pesquisa eleitoral e não os rumos da eleição de 2022

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (26) em entrevista à Rádio Bandeirantes que a declaração feita ontem (25) sobre o presidente Jair Bolsonaro estar “em seu pior momento” foi tirada de contexto.

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A fala de Lira aconteceu na 22ª edição da CEO Conference Brasil, do banco BTG Pactual, e repercutiu na imprensa. Na ocasião, o deputado disse que Bolsonaro está “em seu pior momento”, enquanto o ex-presidente e provável candidato em 2022 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em “boa fase”.

“Veja como as coisas são. Você fala uma coisa e as pessoas tiram de contexto para fazer sua versão. Perguntaram como eu avaliava as pesquisas que mostravam o crescimento do candidato Lula contra Bolsonaro. Eu disse que pesquisa é retrato de momento, não me arrisco a dizer o que vai ser a eleição”, afirmou o deputado.

Não podemos dizer que o governo atravessa hoje sua melhor fase pela questão da vacina, por ter uma CPI em curso… Do outro lado, houve uma decisão do STF que tornou Lula elegível. Agora, momento nada tem a ver com o que vai ser feito lá na frente. [A declaração] Foi noticiada dando a ideia que [Lula] teria uma possibilidade clara de vitória. Eu não disse isso”, completou.

A última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 12 de maio, mostrou Lula à frente de Bolsonaro no primeiro turno com 41% das intenções de voto contra 23%.

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Como também havia declarado durante o evento, Arthur Lira reafirmou que não acredita no crescimento de uma terceira via nas eleições presidenciais de 2022.

“Não acredito em terceira via. Os dois candidatos são fortes. Ainda está muito cedo, temos muita matéria, muita votação importante para fazer, o que pode mudar significativamente o quadro do Brasil. Mas não acredito em terceira via e não é de hoje. É desde a redemocratização. Sempre foi PT de um lado e alguém do outro. Houve polarização com Collor, com Fernando Henrique, com Aécio, com Bolsonaro”, disse.

“Mas os ventos que sopram no Brasil são de centro-direita. Pelas pautas que observamos, pelas votações, por termos um Congresso mais liberal. Minha opinião é essa. Respeito opiniões divergentes, mas, para mim, o eleitor hoje ainda é de predominância da centro-direita.”

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