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Ministro do Turismo estimula “viagens de curta e média distâncias” na pandemia

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto

Segundo o ministro, hotéis, bares e restaurantes brasileiros seguem protocolos “que o mundo todo aplaude”

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, questionou nesta quarta-feira (3) à Rádio Bandeirantes as medidas restritivas determinadas por alguns governos brasileiros durante a pandemia do coronavírus e defendeu as viagens de curta e média distâncias dentro do país como forma de estimular o crescimento do setor.

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Gilson Machado Neto foi empossado no último mês de dezembro após a exoneração de Marcelo Álvaro Antônio. Antes, ele comandava a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

“O Brasil foi arquitetado para dar certo. Temos 11 milhões de turistas brasileiros, mais que uma Suíça, que viajam para o exterior e não viajavam aqui dentro. Com a pandemia, com as restrições lá fora, eles estão viajando aqui. Deixavam no exterior 19 bilhões de dólares. Hoje estão aqui. Nosso país é exportador de turistas. Importamos pouco. Observamos esse fenômeno agora”, disse.

“O setor, a nível internacional, vai demorar para se recuperar, mas o turista brasileiro está descobrindo que o nordeste não deve nada ao Caribe. Que não precisa ir para a África para ver onça, basta ir ao Pantanal. No pós-pandemia, o Brasil terá o maior potencial de crescimento do turismo do mundo (…). O presidente Bolsonaro sabe disso. O turismo pode ter a mesma importância do agronegócio no PIB brasileiro”, completou.

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Segundo o ministro do Turismo, o setor pode e deve ser estimulado em meio à pandemia porque os protocolos de segurança determinados pelas autoridades sanitárias estão sendo cumpridos em todo o país.

“Temos, sim, preocupação [com a pandemia]. Resguardamos não apenas os hóspedes, mas os funcionários, o maior capital de uma empresa turística. Tanto que o Brasil recebeu uma moção da WTTC [Conselho Mundial de Viagens e Turismo] pelos protocolos de segurança do setor lançados em vanguarda na América Latina. Saímos na frente, temos um selo de segurança turística. Os hotéis, restaurantes, bares, todos têm protocolos que o mundo todo aplaude. Apesar das restrições de aglomeração, podem funcionar.”

“O Brasil tem uma oportunidade agora. Estamos com uma campanha junto a Embratur de estímulo ao turismo de curta e média distâncias. Em um raio de 200 km, você, em São Paulo, tem opções de ecoturismo, turismo rural, gastronomia, cultura, o que quiser. Ser brasileiro é morar onde todo mundo tira férias.”