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“Montanha pariu um rato”, diz Boulos sobre atos pró-Bolsonaro de 7 de setembro

Bolsonaro discursa no 7 de setembro

Pré-candidato pelo PSOL acredita que a grande expectativa dos bolsonaristas com as manifestações não foi concretizada

Ao comentar as manifestações organizadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro, Guilherme Boulos (PSOL) disse nesta quarta-feira (8) à Rádio Bandeirantes que “a montanha pariu um rato”. Segundo ele, pré-candidato ao governo de São Paulo em 2022, a expectativa dos bolsonaristas de que os atos reunissem milhões de pessoas e representassem uma “ruptura institucional” não foi concretizada.

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“O que Bolsonaro falou ontem tem zero novidade. É o que vem falando nos últimos meses, quiçá nos últimos anos. O que precisamos destacar é que a montanha pariu um rato. Ele criou uma expectativa em relação ao 7 de setembro de que seria uma hecatombe, um terremoto no Brasil, as placas tectônicas iam se mexer, o STF e o Congresso iam fechar… Não vimos nada isso. O público em Brasília e em São Paulo ficou bem abaixo do que haviam colocado como meta. Falavam em milhões, tinha 100 mil e poucos”, disse Boulos.

“Bolsonaro está desesperado e age igual um bicho acuado. Fica no canto da parede, não tem mais alternativa e ataca. A CPI da Covid está no encalço, o filho teve sigilos quebrados e pode ir para a cadeia, estamos chegando perto do escândalo de desvio de verba das vacinas. A casa pode cair. A forma dele de reagir é agredindo e dobrando a aposta. Foi o que assistimos ontem naquele espetáculo lamentável. Cabe à oposição e aos setores democráticos construírem um limite. Ele deixou claro, ontem mais uma vez, que não vai parar sozinho”, completou.

Esse limite, segundo ele, seria a abertura de um processo de impeachment contra o presidente no Congresso Nacional. Mesmo que não haja tempo hábil para a conclusão da ação, a medida seria “pedagógica” e garantia a realização das eleições em 2022.

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“O impeachment seria pedagógico. Sei que o tempo hábil para fazer um processo é pequeno, mas a primeira reação do Partido Democrata dos Estados Unidos depois da invasão do Capitólio foi abrir o impeachment do Donald Trump. É uma questão pedagógica para a preservação das instituições, contra a desmoralização da República. O cara fazer tudo que está fazendo e não acontecer nada? Por isso sou a favor, assinei alguns daqueles 120 processos que estão lá”, opinou.

“Sabemos também que o Centrão nunca teve tanto espaço no Orçamento da União com emendas como tem hoje. Não é fácil tocar um processo porque o Centrão está fechado com Bolsonaro, mas a situação vai se tornando cada vez mais ingovernável. Concordo que o voto popular é um tribunal muito melhor que o Congresso, mas Bolsonaro usa seu tempo de tal modo para minar as condições de se fazer uma eleição. Barrá-lo é uma forma de assegurar o voto popular no ano que vem. Além de pedagógico, é uma medida de segurança”, concluiu Boulos.

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