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Uip elogia Covas após diagnóstico: “Organismo mais fraco, cabeça mais forte”

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas

Exames de rotina detectaram um novo nódulo no fígado do prefeito, que já enfrenta um tratamento contra o câncer

O infectologista David Uip disse nesta sexta-feira (19) em entrevista à Rádio Bandeirantes que, embora o organismo do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), esteja mais fraco, “a cabeça está mais forte”. Uip é um dos médicos responsáveis por acompanhar o tratamento contra o câncer do tucano no hospital Sírio Libanês.

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“O Bruno já foi submetido a diversos tratamentos. Talvez o organismo fique mais fraco, mas a cabeça está mais forte. Ele é um ser humano de primeira categoria e muito corajoso. Ele enfrenta a doença. Não fala ‘poxa, que pena’. Fala ‘qual é o próximo passo?’. Ele funciona assim. Em uma doença crônica, a postura do doente muda prognósticos”, declarou.

O prefeito da capital paulista se submeteu na última quarta (17) a exames de rotina que detectaram a presença de um novo nódulo no fígado. Covas já é acompanhado no hospital devido ao câncer que enfrenta na transição entre o estômago e o esôfago.

“Os exames de imagem realizados nesta 4ª feira, 17/02, evidenciaram sucesso da radioterapia no controle dos linfonodos, próximos ao estômago. Foi detectado também o surgimento de um novo nódulo no fígado, cuja presença enseja ajuste no tratamento. A imunoterapia será interrompida e um novo protocolo de quimioterapia convencional terá início”, informou o hospital na ocasião.

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Uip contou ainda que Covas deverá ter alta entre hoje e amanhã (20). Questionado sobre a gravidade do quadro do prefeito, reafirmou que não é possível fazer nenhum tipo de prognóstico no momento.

“Estou formado há 45 anos. Toda vez que me aventurei a fazer prognóstico de uma doença crônica, errei para mais ou para menos. Quando você lida com uma situação de cronicidade, tem que agir. Aparece o problema, diagnostica e trata. Aparece outro, diagnostica e trata. Tem um ditado engraçadinho que reflete bem o que penso: já vi morredor morrer de vírus e vivedor não morrer de câncer. Tenho todas as histórias para contar. Jamais me arrisco a fazer um prognóstico. Em relação ao Bruno, do ponto de vista objetivo, ele tem problema, está diagnosticado e tratando. Não dá para fazer prognostico e ditar destino. Só sei que lido com um homem corajoso que se encontra em uma instituição de primeira linha e terá acesso a todos os recursos possíveis.”

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