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Dimas Covas sobre matéria-prima da China: “Esperamos que não aconteçam mais atrasos”

Vacina contra covid-19

Instituto Butantan recebeu hoje mais 3 mil litros de IFA, matéria-prima suficiente para a produção de 5 milhões de doses da CoronaVac

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, comemorou a chegada dos 3 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para produção da CoronaVac, vindos da China na manhã desta segunda-feira (19) e disse esperar que novos atrasos não aconteçam para que o cronograma de vacinação contra covid-19 no Brasil seja mantido.

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Os insumos vindos de Pequim que desembarcaram hoje em São Paulo, suficientes para a produção de 5 milhões de doses de vacinas, deveriam ter chegado no dia 8 de abril. O instituto receberia inicialmente 6 mil litros do IFA, mas o lote foi dividido. Ainda não há data definida para a entrega do restante.

“O IFA chega, passa por inspeção de qualidade e já entra em produção. O ciclo tem de 15 a 20 dias. Estamos prevendo a retomada de entregas ao Ministério da Saúde em 3 de maio. A interrupção aconteceu por um atraso na matéria-prima, uma questão burocrática da China. A China está fazendo um grande programa de vacinação e ainda é demandada por muitos países. Por isso houve atraso. Esperamos que não aconteça mais. Hoje à tarde temos uma reunião com o embaixador da China no Brasil. Ele tem assegurado que a China tem feito todo o esforço para que não falte mais matéria-prima para nós, tanto no caso do Butantan como no da Fiocruz, já que ambas vêm de lá”, declarou.

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Segundo o diretor do Instituto Butantan, a dificuldade em conseguir insumos e doses prontas de vacinas deve persistir no país até meados deste ano. No segundo semestre, ele acredita que a oferta tende a melhorar.

“O mundo está precisando de vacinas. A demanda mundial é muito grande. Até países da Europa que contrataram grandes quantidades estão tendo dificuldade para receber. Essa dificuldade vai persistir até julho, agosto deste ano. A partir do segundo semestre provavelmente a situação melhora, já que as companhias aumentaram a capacidade produtiva, investiram em fábricas, melhoraram seus processos. A questão da vacinação no Brasil vai melhorar muito a partir de julho, agosto, quando chegarão de fato mais vacinas que foram contratadas em grandes volumes. No segundo semestre vamos avançar rapidamente na meta. Mas até julho acredito que vamos ter alguma dificuldade.”

ENTREVISTA COMPLETA AQUI: