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Amapá: Ministro diz que “lição foi aprendida” e pretende rever planejamento energético do país

O ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque

Bento Albuquerque disse ainda que “motivo do incidente não tem relação com privatização de empresa”

O ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, disse nesta terça-feira (24) em entrevista à Rádio Bandeirantes que o governo “aprendeu a lição” com os 22 dias de apagão de energia elétrica no Amapá e pretende agora rever todo o planejamento energético do país.

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“Temos muitas lições aprendidas. Temos que rever nosso planejamento energético, o planejamento do país, principalmente nos estados que têm características semelhantes ao Amapá. Pretendemos apresentar isso nos primeiros dias de dezembro para que situações como essa não voltem a ocorrer.”

O primeiro apagão na região aconteceu no dia 3 de novembro. Na ocasião, 13 das 16 cidades do estado ficaram quatro dias sem energia elétrica, retomada gradualmente, por um sistema de rodízio, no dia 8. Na última terça (17), no entanto, houve mais um apagão total. Hoje, segundo o governo, todo o estado voltou a ter 100% do fornecimento restabelecido definitivamente. A expectativa era que o sistema fosse normalizado no próximo dia 26.

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“Tivemos um esforço coletivo grande para que hoje finalmente o Amapá tivesse segurança energética como um estado interligado ao sistema nacional, dando tranquilidade à população”, declarou.

“Temos que deixar claro que não foi por ser uma empresa privada o motivo do incidente ou do desligamento de energia no Amapá. O que ocorreu ali está sendo apurado, mas poderia ter ocorrido com uma estatal. O que observamos no setor elétrico e em outros setores é que a maioria das estatais, inclusive muitas já foram privatizadas por isso, estavam sucateadas. O problema é fiscalização, controle e planejamento. É nisso que o Estado tem que cada vez se aprimorar mais. E cobrar das empresas, sejam elas estatais ou privadas, a prestação de serviço ao consumidor. No final, ele que paga a conta e tem que receber o melhor serviço.”

ENTREVISTA COMPLETA:

15 comentários

  • Acho que seria muito interessante se as Forças Armadas fossem privatizadas, já que eles consideram as empresas privadas melhores que as públicas… Esse ministro está completamente errado nas suas ponderações. Enquanto o Reuino Unido reestatiza seus serviços públicos por ter passado por uma péssima experiência das ideias liberais de Tatcher, nossa querida bozolândia quer entregar a única coisa que dá lucro e ativos altamente estratégicos para o país e seu desenvolvimento. Ah, bozolândia, não votes mais com o fígado…

  • Que legal… tudo nesse governo é fake… A empresa privada não é a culpada… Quem é então? Nunca dão nomes, nunca mostram provas e assim seguimos… Óleo nas praias, apagão, desmatamento… Nunca saberemos os reais culpados, tudo abafado… Enquanto isso a cesta básica dobrou o valor e os culpados são os maricas que não querem morrer de coronavirus pelo bem do Brazil…

  • Pra não enfraquecer o plano de privatização do Guedes, nenhuma responsabilidade ou multa pra empresa, só fizeram um acordo de bons cavaleiros igual a era PT.

  • Nos EEUU, as hidrelétricas são guardadas pelo Exército. Aqui, entregamos aos estrangeiros. A empresa responsável pelo fornecimento no Amapá, é PRIVADA e ESTRANGEIRA!! E o ministro vem com essa: “… aprendemos a lição”.

  • A culpada é a empresa sim. Como um estado inteiro pode ficar pendurado em um só transformador?
    Parceiro na responsabilidade é o órgão que fiscaliza (ANEEL) que não impediu esse absurdo.
    Tem que multar e não somente repassar para o consumidor.

  • O sistema de distribuição no Brasil é interligado, claro fica portanto que o problema não é na distribuição e sim na empresa que gerencia o setor do Amapá. Que “competência” no ministro-almirante, que fatalmente não sabe ´que é um kW, era para ser normalizado dia 26/11 mas em 23/11 já está religado. Necessitamos urgentemente de um presidente.

  • Brincadeira o ministro já sair em defesa da iniciativa privada. Desonroso pra nossa gente essa atitude. O problema é que mesmo privatizada a empresa não fez novos aportes, não investiu. O ministro sequer agradeceu a empresa eletronorte pelos esforços empreendidos no restabelecimento da energia no estado. Fala sério ministro.

  • Pelas palavras do ministro, eles têm muito a aprender. Oxalá aprendam um pouco sobre os assuntos que já deveriam ser de seu pleno domínio, como pessoas que ocupam cargos da mais alta responsabilidade pública.

  • Provavelmente, o incêndio no transformador ocorreu devido a um curto circuito, não tendo atuado as proteções. O motivo deve ter sido ao que ocorre nas empresas públicas, que é a falta de manutenção das instalações. Tal fato não deveria ocorrer nas empresas privadas, conforme propaganda do Governo Federal quando propõe privatizar determinada área. Portanto, o Sr. Ministro não responsabilizar a empresa é brincadeira. A questão de interligação ao sistema nacional, realmente é um problema do governo. Mas não será 1 ou 2 anos, se começarmos agora, que resolveremos a questão de interligação. Projetos, licitação, obra, orçamento para tal, bem como priorização da execução, vai longe…

  • Pelo absurdo que ele falou claramente se vê que eles nao aprenderam lição nenhuma. Qualquer país sério já teria assumido que a empresa no Amapá foi a grande responsável, mas não… sua preocupação é defender a privatização de uma área estratégica que atua eficientemente e ainda por cima dá muito lucro para o país.

  • Trabalho no setor elétrico brasileiro a mais de 25 anos e considero muito equivocadas as declarações do Ministro, infelizmente o governo através do Ministro Bento Albuquerque insiste em defender a irresponsabilidade da empresa privada que proporcionou as condições para essa tragédia que assolou nossos irmão do Amapá. A subestação em que ocorreu o problema é nova, um concessão de 2018, portanto nova, para os padrões do setor elétrico. A subestação em questão nunca foi estatal, já nasceu privada, o fato real, que o governo quer esconder da população, é que os equipamentos estavam sem manutenção em dia e com equipamentos de redundância fora de operação, ou seja, o Autotransformador reserva também estava com problemas, essa é a realidade.