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França confirma interesse em chapa com Alckmin: “Estaremos juntos em 2022”

Segundo o ex-governador, embora o tucano esteja formalmente filiado ao PSDB, ele está “moralmente desfiliado”

Ao comentar os planos do PSB para as eleições de 2022, o ex-governador Márcio França confirmou nesta sexta-feira (24) à Rádio Bandeirantes que pretende formar uma chapa com o também ex-governador Geraldo Alckmin para disputar o governo de São Paulo. Segundo ele, embora Alckmin esteja formalmente filiado ao PSDB, ele está “moralmente desfiliado”.

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“Temos conversado bastante e penso que vamos estar juntos. Ele tem uma segurança, sabe que temos palavra, lealdade. Não sabemos ainda a posição de cada um nessa composição. Ele é muito experiente, sabe que depende de como ficará o quadro estadual”, disse França.

“Alckmin ainda não está desfiliado oficialmente do PSDB, mas moralmente está. Isso foi bom para ele dar uma renovada. Aquele antigo PSDB de Mário Covas e outros grandes nomes já não existe mais, o [atual governador] João Doria remodelou”, completou.

Para definir como será a possível chapa, o PSB de França vai aguardar uma série de definições, especialmente em relação ao nome escolhido para a disputa nas convenções do PSDB e à eventual fusão entre o PSL e o DEM.

“É como se fosse um jogo de vôlei. Se tem uma pessoa que bate o saque de determinado jeito, você coloca alguém para defender de certa forma do outro lado”, comparou.

O assunto deve ser debatido neste sábado (24) em um evento organizado em Cajamar (SP) que reunirá França, Alckmin, o empresário Paulo Skaf e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Rumores iniciais dizem que Alckmin pode se filiar ao PSD para se aliar a França. Skaf, que já disputou outros cargos anteriormente, estaria de olho no Senado.

Bolsonaro fora das eleições

O ex-governador disse ainda que “não se surpreenderia” se o presidente Jair Bolsonaro desistisse de disputar a reeleição em 2022. De acordo com ele, Bolsonaro poderia ter mais eficiência se apoiasse algum outro candidato à presidência, pois assim transferiria o apoio, mas não a rejeição.  

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“Ele pode estar pensando em não ser candidato, isso não me surpreenderia. Já falou que não confia em urna, no processo eleitoral. É como se desse uma dica: ‘posso não ser candidato’. Sem ir à disputa, ele não será derrotado. Como é um líder conhecido, continuará fazendo suas falas para quem gosta dele. Já deve até ter direito a aposentadoria pelos mandatos que acumulou mais a presidência.”

“É um episódio parecido com o de Cristina Kirchner na Argentina. Ela tinha aprovação alta e rejeição também alta. Ao ser vice, transferiu os votos, mas não a rejeição. Ainda é muito cedo, mas esse tipo de conflito que Bolsonaro vai armando parece sem saída. Ele diz que duvida de pesquisa. Duvida de uma, duas, três… até 500? Ele não é bobo, sabe que algum fundamento ali tem. Os número demonstram que ele perdeu apoio.”

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