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Nosso mundo desabou. A arma contra isso não é só a vacina e, sim, o sorriso escondido atrás da nossa máscara de cada dia

Dia ruim. É difícil acordar no mesmo pesadelo de sempre. A pandemia destruiu nossa saúde, autoestima, levou nossa esperança. Mas calma aí! O mundo já passou por isso várias vezes e vai passar de novo, isso vai acabar. Choremos nossos mortos e tratemos nossos doentes. As boas notícias começam a chegar com nome de vacinas para evitar a contaminação e até mesmo remédios que poderão nos salvar do novo coronavírus.

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A Europa, mesmo mergulhada numa segunda onda, já começa a dar sinais que os casos estão diminuindo. Por aqui, os hospitais vão lotando cada vez mais. O políticos negaram até onde puderam – aliás, nem ouço mais estes caras preocupados em se eleger agora ou em 2022. Eu faço minha parte. Só saio de casa para trabalhar ou em caso de última necessidade. Fora isso, nem tenho participado de reuniões familiares (sei que a saudade mata, mas o vírus mata muito mais). 

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Não perdi a indignação. O caso do Beto, assassinado de forma brutal e racista no sul do país, os preços brutais da cesta básica fazendo milhões de brasileiros passarem fome e a cara de pau da maioria destes políticos que parecem estar vivendo num Brasil normal, tudo isso me revolta. Mas sou contra o “não suporto mais”. Sou contra o derrotismo, que só faz mal para a gente mesmo e para os que nos rodeiam.

Temos que pensar no sol de cada manhã, no ar que a gente respira, nos abraços que não existem mais e em tanta coisa que a gente nem dava bola e que, por ser normal, passava desapercebida. Foi na falta delas nosso mundo desabou. A arma contra isso não é só a vacina e, sim, o sorriso escondido atrás da nossa máscara de cada dia. O segredo é sonhar com nossa alegria roubada e que um dia vai voltar. Acredite nisso pelo seu bem e pelo bem do mundo.

Este texto foi originalmente publicado no METRO JORNAL

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